AMIGOS (Júlio Ribeiro)
De que valem velas ao navegante
Se lhe faltarem ventos e marés?
De que lhe servem âncoras
Se não houver portos e atracadouros?
Que uso às bússolas
Se não restarem destinos e horizontes?
Amigos,
Navegante,
Amigos são como lufadas que pejam teus panos
Cais aberto, dia e noite, para desembarque
Estrelas e constelações que desvelam pontos cardeais
Quando fores ao mar,
Navegante,
Não descuida dos teus víveres,
Revisa mastros e quilhas,
Escolhe mapas precisos
E rotas conhecidas.
Zarpa às tuas quimeras,
Ruma aos teus sonhos,
Mas não esqueças de teus amigos.
Eles estarão contigo
Ao singrares a redondeza da terra.
E num milagre de onipresença,
Serão os primeiros a abrir os braços
Quando apontares na baía.
*Este poema me foi enviado por Carla Dutra





